
21 Dez, 2007
A informalidade dos robatas
Eduardo Delfim |
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Resolvi invadir o blog da Gabi porque esta semana fui comer robatas e deu vontade de falar sobre essa iguaria, cujo nome remete a comida preparada em torno de uma fogueira ou lareira. Muitas vezes, eles vêm em forma de espetinhos (*). Mas não é que nem espeto de churrascaria. São menores, como palitos longos, mesmo. Adoro robata de asa de frango, de pernas de lula (nham!), de berinjela, de brócolis (um dos meus favoritos!), de shimeji enrolado no bacon... De tudo que se possa imaginar. Também já vi de picanha com alho e de salsichão com mostarda, também. O da foto acima é de palmito enrolado no bacon.
Além do sabor, eu gosto de robatas porque eles, por natureza, dão um clima bem informal, quase de boteco, à mesa: você pede uma cerveja, escolhe alguns robatas e fica batendo papo com os amigos. Para complementar, eu gosto de pedir oniguiri, o bolinho de arroz de que a Gabi já falou. Ele mantém aquele ar informal, já que é algo que se pode comer com a mão.
Acho que esse clima - de reunir amigos - que robatas me passam até que combinam com o clima das festas de fim de ano! Hum, achoque vou aproveitar que tudo está mais tranquilo na última semana do ano para ir comer mais. E demoradamente!
* Este post foi corrigido: o leitor SAMPEI me alertou que robata ou "rotabayaki" não é necessariamente espeto – tem razão! “Robata” quer dizer algo como “ao redor da lareira”, e por isso, quando se fala em “robatayaki”, significa que a comida foi grelhada sobre o carvão, como se tivesse sido preparada ao redor de um fogo (embora hoje em dia sejam usadas grelhas elétricas, também). Sampei, obrigada pelo alerta! Como já vi muitos sendo preparados e ou servidos assim (em espetos), achei que fosse a explicação certa! Desculpe por essa, pessoal!
Postado por Chiaki Karen Tada | 3 comentários
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Perfil
Gabi Yamaguchi é jornalista da ECA/USP, paulistana e morou no Japão por dois anos, trabalhando como repórter em Tóquio. Sua filha adora estrelas e sua mãe faz o melhor kareraisu do mundo. Hoje está no marketing, fala sem parar mexendo muito as mãos e não tem a menor disciplina na cozinha, só usa receitas de lembranças.
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